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Proposta inovadora para o suprimento e produção de energia,é premiada e pode ser a solução para "dobrar o orçamento"destinado aos ministérios da área social e meio ambiente
Criador de projeto
de energia ambientalmente correto é reconhecido com uma das homenagens
mais almejadas no meio empresarial. César Paes Leme, foi premiado com o
TOP OF BUSINESS 2002
- Melhores do Ano - Edição Região Sul
O prêmio foi o reconhecimento da
importância econômica e social do seu projeto inédito de
Re-geração de Energia Elétrica que, se aplicado na
íntegra, aumentaria a produtividade na matriz energética do Brasil em
cerca de 50% o que significa algo em torno de 10 bilhões de reais/ano
para o País. Desenvolvido desde 2001, o projeto faz parte do
Livro
A Nova Energia, também escrito por Leme.
A ORDEM É CRESCER
- Cesar Leme diz que já encaminhou seu projeto ao governo e espera começar a trabalhar em breve: "Precisamos crescer
e esse processo traz um surpreendente aumento de produtividade - que
vai criar uma folga na geração e distribuição de energia" (cuja
situação é preocupante a partir de 2004), além de baratear o custo do Kw,
impulsionando a indústria e o comércio e gerando empregos. Isso também
se traduz num significativo aumento direto e indireto na arrecadação
de impostos municipais, estaduais e federais."Trata-se de um
projeto simples e ao mesmo tempo abrangente porque afeta a base da cadeia produtiva e pode
significar um ganho superior a 10 bilhões/ano, para o País. Parte
deste ganho deve sem dúvida ser direcionado à área social, uma das
prioridades do novo governo, diz Leme."
O CAMINHO DO CRESCIMENTO -
O autor premiado, que participou com seus cases no Prêmio Finep de
Inovação Tecnológica e no Prêmio Sul de Energia, ambos em 2002, diz
ainda que "a base de tudo é a energia". "Ao contrário daqueles que
pensam apenas em pedir mais subsídios e pedem para baixar as taxas de
juros, César Leme defende através de seu trabalho que o verdadeiro
caminho do crescimento é outro: "Se pretendemos exportar
mais, aumentar a produção das indústrias, incentivar a criação
de novas empresas, dinamizar o comércio interno, gerar mais empregos e
"de quebra" aumentarmos a arrecadação dos Municípios, Estados e da
União, só existe um caminho: AUMENTAR A PRODUTIVIDADE
DAS USINAS E BARATEAR A ENERGIA" - e com esse processo
inédito, finalmente se torna possível, afirma. Do
contrário, estaremos reféns de termoelétricas (energia mais cara) -
que por questão de gerenciamento - estarão operando inclusive em
época de chuvas, com reservatórios quase cheios.
PÃO É ENERGIA - O
que não reconhecemos, segundo
Leme, é o fato de que qualquer coisa tem sua parcela de energia. "A
cama onde dormimos, as roupas que usamos, o nosso café da manhã, o
nosso automóvel, a mesa onde trabalhamos, os equipamentos que usamos,
enfim tudo o que temos, é composto de uma parcela de energia". Se
pegarmos "um simples pão" e refizermos sua trajetória até estar no
balcão da padaria, nos surpreenderemos: a produção da semente exige
energia, o plantio exige energia, assim como a irrigação, a aplicação
de defensivos, a colheita, a seleção das sementes, o transporte, a
moagem dos grãos, o empacotamento da farinha, o novo transporte, a
elaboração da massa, o forno e o balcão da padaria usam e consomem
energia - portanto mais de 80% de um pão é composto de algum
tipo de energia..."
SOMOS O MAIOR EXPORTADOR "DE ÁGUA" DO MUNDO - "Seguindo
mesmo este raciocínio, devemos estar conscientes de que "cada quilo"
de grãos, carnes e madeira exportada, tem sua parcela de "energia e de
água". Enquanto se vê uma garrafa de água de 300 ml, sendo vendida a
R$1,00 (o litro d'água é mais caro do que o litro da gasolina), não
percebemos que "estamos gastando mais de 50 litros de água para
produzir apenas 1 Kg de carne (sem falarmos na energia!)".
E a quanto estamos vendendo o tal quilo de carne ? Muitas vezes,
a UM DÓLAR...
Então vejamos, 50 LITROS DE ÁGUA DE BOA QUALIDADE sendo vendidos a UM dólar... Isso é um bom negócio para quem?? Para quem compra, é obvio... DESENVOLVIMENTO E CRESCIMENTO? SIM! ÀS CUSTAS DE PERDAS DE SOLO E DE ÁGUA? NÃO!! A longo prazo, estamos " perdendo cerca de 100 Kg de solo - para cada 250 Kg de grãos " que se produz no Brasil... Nossa energia e nossa água (potável) estão sendo captadas e exportadas há anos (a preço irrisório) e isso nos fará muita falta em breve...
O GRANDE DESERTO
- "O que ninguém percebeu é que além da fome,
estamos criando um grande deserto!" Se compararmos as
imagens captadas por satélite, desde 1970, perceberemos a criação de
um imenso deserto no Brasil. Ou seja, caminhando nessa direção, em
2010,
"um quarto do território brasileiro estará sem água".
A TRANSPOSIÇÃO DO VELHO CHICO: O polígono das secas é uma área com grande irradiância solar. Ou seja, a água ali EVAPORA MUITO MAIS RÁPIDO do que em milhares de outros lugares do nosso planeta. Você pode levar para lá milhões de litros de água e AINDA ASSIM, ela estará se EVAPORANDO em alta velocidade - e as nuvens ali formadas serão levadas para outro local. NÃO EXISTE DESERTO NO BRASIL.- Já repararam que ninguém gosta de usar a palavra DESERTO no Brasil ? Existem áreas no Brasil que são tão secas quanto os desertos, tem o mesmo tipo de vegetação de um deserto e mesmo assim se evita em chamar aquela área de deserto... Se uma determinada área é RECONHECIDA OFICIALMENTE COMO DESERTO, a partir dali ela não poderá RECEBER RECURSOS GOVERNAMENTAIS (e muito menos privados), pois ninguém investe em um deserto... O SONHO DO OÁSIS - Com o desvio de milhões de litros d´água para áreas da caatinga, ou semi-desertificadas (nome bonito para um futuro DESERTO) ou com a perfuração indiscriminada de poços artesianos, mais água evapora e está sendo levada pelos ventos para outros locais - e maior será o nosso deserto, diz Cesar.
Se a TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO continuar, a necessidade de água ( devido à forte irradiância solar no local ) será cada vez maior - até que um dia, perceberão que nunca haverá água suficiente, para transformar um deserto em oásis... E o deserto mais uma vez vencerá... Levar em conta somente a necessidade de água dos "consumidores" sejam eles públicos ou particulares ( ignorando o fato de que a área desertificada está crescendo há mais de 30 anos ) é um erro que custará muito caro no futuro.
Em breve, "o mar (Rio São Francisco e bacia Amazonica) virará sertão e o que hoje é sertão, será um deserto." (Cesar Paes Leme) (texto atualizado em dez/2007)
Projeto premiado pode ser a saída para aumentar produtividade nas hidrelétricas O proprietário de uma editora de livros técnicos de Curitiba, César Paes Leme, desde setembro / 2001, vem desenvolvendo um sistema que pode aumentar a produtividade das hidrelétricas. César criou um projeto de geração de energia que pode aumentar a produtividade de hidrelétricas em até 50%. "Para o consumidor final, o custo da energia seria reduzido em até 25%. Já a energia gerada por usinas térmicas, que deve passar a ser oferecida em maior volume à população a partir dos próximos anos, é muito mais cara", afirma. Segundo ele, a implantação do sistema é barata, "gastando apenas 5% do custo de construção de uma nova hidrelétrica", não causa danos ao meio ambiente, evita grandes obras, gera empregos, pode ocorrer em curto espaço de tempo e tornar a produção energética infinita e independente do nível dos rios. Sobre o livro - A Nova Energia: "No livro, sugere que o dinheiro economizado com a implantação do sistema seja destinado aos programas sociais. O título da obra se refere ao conhecimento que será gerado pelos estudantes se este investimento vier a acontecer", explica. Fonte: INews - Agosto/2001
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