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A idéia de criar uma Associação Internacional de Proteção aos Direitos Autorais surgiu após um editor de Curitiba ter sofrido "o maior caso de pirataria de livros" do Brasil.
No Diário Oficial da União – A idéia de organizar um Grupo e um Fórum de Discussões sobre o Direito Autoral, surgiu por termos uma obra da nossa editora pirateada. Ao lermos a Portaria Ministerial nº 3.434 / FA 43, publicada no Diário Oficial da União, em 08/09/1997, encontramos, “ipsis literis” o texto de 20 páginas do livro “Rotinas em Controle de Infecção Hospitalar” - e com a mesma pontuação!
Pirataria no Planalto Central - Como se pode ler no Diário Oficial, “ a Portaria é assinada pelo então ministro Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, Benedito Onofre Leonel. Os editores estimam que foram feitas muito mais de 20 mil cópias do diário, sem qualquer consulta ou autorização e sem mencionar o nome do livro. dos editores ou dos escritores do livro.”
– Por isso dizemos que este é, lamentavelmente, "O maior caso de pirataria de livros do Brasil”. Para os editores, o caso trouxe queda nas vendas, a quase falência da editora e uma sensação de impunidade. “Resolvemos acionar a União na 8ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, pois estamos há mais de 7 anos aguardando um pedido público de desculpas e a justa reparação dos danos.”
COMO UMA PORTARIA MINISTERIAL SE TORNOU O MAIOR CASO DE PIRATARIA DE LIVROS DO BRASIL Veja a íntegra da notícia (INews 17/07/2003)
Em 1994, um grupo de especialistas da área hospitalar resolveu reunir os seus trabalhos e em parceria com seu editor, dividir seus conhecimentos com os outros colegas da saúde. Nascia ali, a idéia de se produzir um livro pioneiro: o “Rotinas em Controle de Infecção Hospitalar”. O livro publicado em 1995, foi muito elogiado e reconhecido como "o melhor e mais completo trabalho nesta área". Percebendo a boa receptividade do livro, em 1996 e 1997 o editor investiu em outras duas obras, que também traziam partes do Rotinas.
Quando os livros foram adquiridos e utilizados pelo Ministério da Saude e pela OPAS, muitas instituições se interessaram pela obra. Para surpresa do editor, ao contrário do que fizeram centenas de pequenos hospitais, algumas grandes instituições, ignorando a lei, simplesmente resolveram "piratear" o trabalho - que levou 5 anos para ficar pronto.
Porém, uma destas "cópias piratas" ultrapassou todos os limites imagináveis pelo editor: um dos escritores, ao ler uma Portaria Ministerial , fez o seguinte comentário: “Este parágrafo foi escrito por nós!” De fato, ignorando toda a legislação sobre os direitos autorais, ali estavam, “ipsis literis” o texto contido em mais de 20 páginas do livro Rotinas – publicadas no Diário Oficial - com a mesma pontuação! Uma edição do Diário Oficial da União – com cerca de 20 mil exemplares - "reproduzindo o que havia de mais importante no livro, sem consulta e sem qualquer conhecimento ou autorização do editor. Ali estavam, linha por linha, os Procedimentos em CIH, contidos na tão elogiada obra científica “Rotinas em Controle de Infecção Hospitalar”, presente em seis páginas do Diário Oficial, fazendo parte da Portaria nº 3.434 / FA 43, publicada na Seção 1 do Diário Oficial da União nº 172, em 08 de setembro de 1997, assinada pelo então Ministro de Estado Chefe do EMFA (Estado-Maior das Forças Armadas), sob a ilegal denominação de: “Normas para o Controle da Infecção Hospitalar nas Forças Armadas”.
O conteúdo do livro transformado em Portaria Ministerial e publicado no diário Oficial da União, retirou a proteção legal daquelas páginas da obra – de propriedade do editor paranaense.
O mais absurdo ainda estaria por vir: Não bastasse a cópia do texto de vinte e poucas páginas da obra literária cientifica “Rotinas em controle de Infecção Hospitalar”, omitiu-se ainda o nome da editora e dos verdadeiros escritores – sem falar no fato de que, ao ser transformada em Portaria Ministerial publicada no Diário Oficial da União, permitiu a qualquer brasileiro fotocopiar e usar aquelas páginas livremente.
Vejam que impressionante: O Governo Federal copiou (sem qualquer autorização) as principais rotinas do livro, omitiu o nome do livro, dos escritores e do editor, publicando como "obra sua" (um trabalho que levou 5 anos) no Diário Oficial da União (cuja assinatura é vendida). Além de "patrocinar a cópia (publicando na Imprensa Nacional), ainda teve lucro" - e pior ainda: legalizou a cópia pirateada (uma vez que cópia do Diário Oficial da União NÃO É crime).
Como poderíamos imaginar que um Ministro de Estado pudesse ignorar a lei, promover e incentivar a cópia não autorizada de obra literária cientifica, - transformando-a em texto de Portaria Ministerial sem o conhecimento e nem permissão do editor? Ignorando a lei, a Portaria Ministerial violou os direitos da editora e dos escritores, pois: sem consulta, sem aquisição de direitos, e permissão, utilizou o produto criado transformando-o como sua própria mensagem, reproduzindo-o em material de sua divulgação institucional e apropriando-se de trecho fundamental do livro, violando assim direta e ilegalmente os direitos patrimoniais da editora e o direito moral dos Escritores.
O efeito foi imediato: a cópia de parte do livro publicada como Portaria Ministerial causou o desinteresse pela compra do livro Rotinas – já que a parte mais interessante do livro estava publicada, “e de graça” no Diário Oficial da União (cuja cópia não é crime...) Além do livro Rotinas, outros dois livros do editor, que também traziam trechos da obra, sofreram severa queda nas vendas – o que causou sérios prejuízos ao editor.
Para se ter uma idéia da enorme dificuldade do editor de Curitiba, na época, “os escritores receberam o saldo do pagamento de suas comissões com seus próprios livros, que foram depreciados pela edição da referida Portaria Ministerial”.
É aconselhável que um Órgão Federal divulgue tais recomendações contra a infecção hospitalar, mas é lamentavelmente ilegal, o modo pela qual a entidade apropriou-se da técnica e da linguagem, sem autorização e sem reconhecimento da autoria e do editor.
Na época "a Portaria do EMFA foi muito elogiada" pelo excelente conteúdo... É claro que inúmeras conseqüências positivas evidentemente tiveram os que escreveram a Portaria Ministerial, pois publicando as recomendações no Diário Oficial da União "como obra própria", divulgaram escancaradamente o nome da entidade Federal, além de que tal técnica certamente deve ter contribuído para a educação das medidas com a redução da infecção hospitalar.
Observa-se que ao adotar, com a falsificação, a técnica contida na obra publicada, omitiu a autoria, induzindo em erro quem a recebia, que imaginava (e ainda imagina) ser uma obra de criação da própria Instituição.
Assumiu assim, a Entidade Federal, "a paternidade de uma obra que não criou", omitindo a fonte e a autoria.
Esta é a mais grave violação do direito de criação, porque fere o âmago personalíssimo da criatividade e do espírito humano, independentemente de ter ou não obtido vantagem econômica para si.
Há quem “justifique a pirataria” usando o velho argumento de que livro no Brasil é muito caro. O que, no caso, também não procede: - “o livro “Rotinas em Controle de Infecção Hospitalar” em dezembro de 2002, tinha o mesmo preço do ano do seu lançamento em 1995.” Esta foi à forma encontrada pela NETSUL, mesmo assumindo algumas perdas, de ajudar a muitos estudantes de enfermagem e medicina, que têm dificuldade em adquirir os livros necessários para seu estudo.
Cesar Leme está organizando um movimento, BRASIL, MAIS VALOR AOS DIREITOS AUTORAIS, no sentido de que "os escritores e editores de diversos países tenham uma associação internacional", de defesa dos direitos autorais para a língua portuguesa, para combater a pirataria.
“Cabe ao Governo reparar este enorme erro, pois estamos acumulando perdas há 6 anos...", comenta Cesar.
" Reproduziram ilegalmente o que havia de mais importante no livro, sem qualquer consulta, sem nenhuma autorização da editora e sem mencionar o nome da obra, dos editores ou dos escritores do livro... O Governo Federal assumiu a paternidade de uma obra que não criou - e se não bastasse - os autores da pirataria ainda receberam vários elogios, pelo excelente conteúdo... ", diz Leme
Fonte: Cesar Paes Leme : (41) 3026-5630 / 9973-5929
Veja a resposta da Ouvidoria da Justiça Federal sobre o assunto
----- Original Message ----- From: "Ouvidoria" <ouvidoria@jfpr.gov.br To: <cesar.leme@superviadigital.com.br Sent: Thursday, July 24, 2003 2:02 PM Subject: Re: Denúncia
Governo cobra
\"diferenças de impostos\" de editor paranaense, cujo livro
Prezado Senhor
Vale ressaltar, no
entanto, que as possibilidades de intervenções da Ouvidoria estão
adstritas àqueles fatos relacionados à atividade administrativa per
si, não adentrando, de forma alguma, naquela concernente à atividade
judicante. Se o fizessemos estaríamos infringindo princípios
Para finalizarmos, se V. Sª desejar que sua mensagem chegue aos respectivos Juízos, pedimos que nos informe os números dos processos ou o dados que possibilitem a sua localização. Continuamos à sua disposição.
From: <cesar.leme@superviadigital.com.br To: <ouvidoria@jfpr.gov.br Sent: Wednesday, July 23, 2003 3:46 PM Subject: Denúncia / Nome: Cesar Paes Leme Assunto: Denúncia / Comentários: Paradigmas do nosso Brasil: Governo cobra \"diferenças de impostos\" de editor paranaense, cujo livro copiou sem autorização, produzindo \"o maior caso de pirataria de livros\" de que se tem notícia no País
Leia outras matérias relacionadas com o caso:
Na CBN (Sistema Globo de Rádio) Nossa matéria inicial (contando sobre a pirataria e o início do grupo) foi ao ar na CBN - em 26.09.2003 e no site da rádio (26 e 27.09) A CBN é um dos veículos de comunicação que apoia iniciativas em busca de melhores condições de vida e cidadania no nosso País. A CBN foi uma das primeiras rádios do Brasil a prestigiar nossa mobilização para valorizar o Direito Autoral.
Na SuperviaDigital (Sistema Mundial de Comunicação - do qual a editora faz parte) http://www.superviadigital.com.br/projetos/news_maior.htm
Na pagina do Grupo Brasil Mais Valor aos Direitos Autorais (750 jornalistas inscritos - em 18 países) www.brasildemaisamais.vila.bol.com.br
No Boletim Semanal (mais de 6100 integrantes em apenas 1 ano) http://www.superviadigital.com.br/reviews/reviews_BRD+A+/news%20BRD+A+.htm
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